ALPB instala Banco Vermelho em combate à violência contra a mulher

Assembleia Legislativa da Paraíba instala Banco Vermelho como símbolo de combate ao feminicídio e reforça ações de proteção às mulheres.

A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) instalou em sua sede o Banco Vermelho, símbolo internacional de enfrentamento à violência contra a mulher. A iniciativa busca sensibilizar a sociedade sobre a gravidade da violência de gênero e reforçar o compromisso do Legislativo paraibano com ações de proteção e acolhimento às mulheres.

A ação ocorre em um contexto de preocupação crescente com os casos de violência contra a mulher, que continuam sendo registrados em diferentes regiões do país e do mundo. O banco vermelho surge como um elemento simbólico e educativo, transformando o espaço público em um convite permanente à reflexão.

Símbolo internacional contra o feminicídio

O Banco Vermelho é pintado nessa cor como uma referência ao sangue derramado pelas vítimas de feminicídio, funcionando como um alerta sobre a urgência de combater esse tipo de crime.

A proposta é que o gesto de se sentar no banco desperte uma reflexão sobre a realidade da violência de gênero e incentive atitudes de mudança.

A presidente da Comissão de Direitos da Mulher da ALPB, a deputada Camila Toscano, destacou que a instalação do símbolo representa um posicionamento claro da Casa Legislativa diante do problema.

“O banco vermelho é um símbolo de combate à violência contra a mulher. A gente sabe que, infelizmente, o número de feminicídio tem crescido muito não só no Brasil. É uma realidade mundial”, afirmou.

Segundo a parlamentar, o tema tem sido discutido em redes internacionais de mulheres parlamentares, que incluem representantes de países como Canadá, Estados Unidos, Porto Rico e Argentina.

Assembleia reforça apoio às mulheres paraibanas

De acordo com Camila Toscano, a presença do Banco Vermelho na sede da Assembleia, conhecida como Casa de Epitácio Pessoa, também tem o objetivo de demonstrar apoio às mulheres vítimas de violência.

“Quando a Assembleia encampa essa campanha e deixa clara essa demonstração de que é contra essa violência, mostra à mulher paraibana que ela não está sozinha e que esta casa é uma casa de apoio e de acolhimento às mulheres vítimas de violência”, ressaltou.

Para a deputada, a instalação do banco representa um marco simbólico e uma resposta da instituição à sociedade diante da gravidade do problema.

Compromisso do Legislativo com políticas públicas

O presidente da Assembleia Legislativa, o deputado Adriano Galdino, destacou que a iniciativa reforça o compromisso do Parlamento paraibano com políticas públicas voltadas à proteção das mulheres.

Segundo ele, a ALPB tem desenvolvido diversas ações voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência de gênero.

Entre elas está o programa “Rompa o Ciclo da Violência”, iniciativa que promove palestras e oficinas em diversas cidades da Paraíba, abordando temas relacionados à violência contra a mulher e seus impactos.

Em 2025, o programa recebeu o prêmio Assembleia Cidadã, reconhecimento nacional por ações desenvolvidas pelos legislativos estaduais.

Ações incluem atendimento e capacitação

Além das atividades educativas, a Assembleia também oferece suporte direto às mulheres vítimas de violência por meio de serviços disponibilizados na própria instituição.

Entre os atendimentos estão assistência médica, odontológica e psicológica, além de vagas em creche e cursos promovidos pela Escola do Legislativo.

Essas iniciativas buscam oferecer apoio e oportunidades de recomeço para mulheres que enfrentam situações de violência.

Origem do Banco Vermelho

O movimento do Banco Vermelho surgiu em 2016, na Itália, quando duas mulheres decidiram transformar a dor pela perda de amigas vítimas de feminicídio em uma mobilização social.

No Brasil, a campanha foi difundida por Andrea Rodrigues e Paula Limongi, fundadoras do Instituto Banco Vermelho.

A iniciativa ganhou força em diversas cidades do país e passou a integrar oficialmente as ações do Agosto Lilás após a sanção da Lei nº 14.942/2024.

Reflexão coletiva sobre violência de gênero

Os bancos vermelhos costumam trazer mensagens educativas sobre os tipos de violência previstos na Lei Maria da Penha e orientações sobre canais de denúncia, como o Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher.

Dados recentes do Anuário Brasileiro de Segurança Pública indicam que os índices de violência contra a mulher seguem elevados, incluindo casos de feminicídio, estupro e violência psicológica, muitas vezes ocorrendo dentro do ambiente doméstico.

Nesse contexto, a instalação do Banco Vermelho na Assembleia Legislativa da Paraíba representa mais do que um gesto simbólico. A iniciativa reforça a necessidade de mobilização coletiva para combater a violência de gênero e promover uma cultura de respeito e igualdade.